Brasil

8 ilhas que você precisa conhecer no Brasil

As praias, o mar cristalino, a natureza e os agitos de oito ilhas que dão um brilho todo especial à costa brasileira

Os livros de escola ensinam que uma ilha é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados. Na realidade, uma ilha é um pedaço de terra cercado de sonhos e belas paisagens por todos os lados. Para quem gosta de praia, uma ilha é o destino perfeito. Afinal, as ilhas misturam o fascínio do isolamento ao encantamento de praias difíceis de serem encontradas no continente.

Algumas são bastante urbanizadas e abrigam capitais, como Florianópolis e São Luís. Outras são pequenas e preservadas, como Boipeba, Ilha do Mel e Fernando de Noronha. Todas reservam praias belíssimas, esportes em meio à natureza e excelentes opções de hospedagens para curtir com muito conforto. Neste artigo, selecionamos oito ilhas do Brasil muito especiais. Uma delas pode ser seu próximo destino de férias. Boa escolha!

Ilha de Fernando de Noronha (PE): o velho e bom sonho de viagem

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Não há ninguém que não sonhe ir – ou voltar – para Fernando de Noronha. Afinal, a ilha guarda as praias mais belas do Brasil, com mar cristalino e impressionantes monumentos de pedra, como o Morro Dois Irmãos, um símbolo local. Pelo menos duas praias, a do Sancho e a Baía dos Porcos, costumam encabeçar qualquer lista de faixas de areia mais fotogênicas do País. E ainda existem outras 14 ao longo da ilha, que fica a 350 km da costa mais próxima.

A melhor coisa a fazer em Noronha é curtir as praias. Vale a pena alugar máscara e snorkel para fazer mergulho livre nas Praias do Sancho, Sueste, Baía dos Porcos e Atalaia. Também existem muitas opções de passeios que tornam a viagem bem divertida, como os passeios de bugue que terminam ao pôr do sol no Mirante do Boldró; passeios de barco (vá pela manhã, pois há maiores chances de ver golfinhos); e o mergulho de planasub, no qual a pessoa, usando snorkel, segura uma pranchinha que é rebocada por uma lancha bem devargarzinho.

Nas últimas duas décadas, Noronha ganhou muitas pousadas bacanas e restaurantes de qualidade gourmet que deram um upgrade no nível de conforto e na gastronomia da ilha. Agora, além das tradicionais pousadas domiciliares, há pousadas de luxo e opções econômicas de hostels e casas de temporada.

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Florianópolis (SC): a ilha que é a capital do verão e da azaração no Sul do país

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Florianópolis, a bela capital catarinense, é dona de 42 praias, que impressionam pela variedade. Algumas são badaladas, como Jurerê Internacional e a Praia Brava. Outras preservam atmosfera de vila de pescadores, como a Praia do Pântano do Sul. E algumas permanecem intocadas e protegidas pela mata atlântica nativa, como a Lagoinha do Leste e a Praia da Solidão.

Ou seja, Florianópolis agrada tanto quem pretende agitar nos beach clubs à beira-mar, com direito a champagne e música eletrônica, como também quem pretende caminhar por trilhas em meio à mata para chegar em recantos selvagens.

Os mais aventureiros ainda vão encontrar um cenário propício à prática de esportes na natureza. Entre as opções, há o sandboard nas dunas da Praia da Joaquina, o surfe na Praia Mole; as caminhadas pelas trilhas da Ilha do Campeche que levam a curiosos sítios arqueológicos; e o kitesurfe na Lagoa da Conceição.

Embora Floripa tenha muitos atrativos naturais, passeios culturais também podem constar no roteiro. No centro da cidade, a Catedral Metropolitana, A Praça XV e o Mercado Público fazem parte do patrimônio histórico da cidade.

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Ilhabela (SP): um paraíso bem pertinho da capital paulista

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A maior ilha do Brasil é também o recanto mais charmoso do Litoral Norte paulista, a apenas 200 km da capital. Nenhum outro trecho da costa de São Paulo reúne tantas pousadas bacanas e restaurantes de qualidade quanto a Ilhabela. E além da sofisticação, a ilha é cheia de belezas naturais, já que 85% da área é tomada por montanhas e mata atlântica, que integram um parque estadual. São mais de 40 praias e cerca de 300 cachoeiras.

A área urbanizada, por sua vez, fica espremida entre as encostas da montanhas e o mar, interligada por uma estrada litorânea de 28 km de extensão, que leva à maioria das praias voltadas para o canal de São Sebastião. No sul, vale conhecer as praias do Veloso, Feiticeira e do Julião. No sentido norte, os melhores cenários estão nas praias da Pedra do Sino, Armação e Jabaquara.

E além das praias, a ilha rende agradáveis passeios noturnos no centro histórico, lá chamado de Vila. As ruas de paralelepípedos e as fachadas das casas centenárias dão um certo charme de antigamente. O bairro tem muitos restaurantes bacanas, bistrozinhos descolados, bares e lojas de roupa de praia. Na esquina dela está o disputado Bar SP, que funciona no tradicional esquema mesinha na calçada.

O passeio mais tradicional da Ilhabela é ir de jipe para a Praia dos Castelhanos, do outro lado da ilha. São 22 km do centro seguindo por uma estrada de terra, que atravessa a área do parque estadual. Os veículos têm bancos na carroceria e levam grupos pequenos de turistas. A Praia dos Castelhanos, cercada de mata e com um ilhote a poucos metros da areia, é, sem dúvida, uma das mais lindas do Brasil.

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São Luís (MA): uma ilha cheia de história e cultura

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São Luís é apelidada de Ilha de Amor e agrada, sobretudo, por seus atrativos culturais, a começar pelo centro histórico, tombado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco desde 1997. Lá, estão igrejas e centenas de casarões revestidos por azulejos portugueses pintados à mão. O centro também é o endereço do Teatro Arthur Azevedo – um dos mais antigos do país, inaugurado em 1817 – e do Mercado Central, que reúne lojas de artesanato e de produtos da culinária local.

São Luís recebe muitos turistas durante os festejos de São João, que são animados com arraiais e apresentações de Bumba Meu Boi, dança folclórica típica de lá. O período também coincide com o começo da temporada dos Lençóis Maranhenses, que vai de junho a setembro, quando as chuvas fazem surgir as famosas lagoas em meio às dunas. Fazer um roteiro com São Luís e Lençóis é uma ótima maneira para aproveitar dois destinos numa só viagem.

A capital do Maranhão não tem praias tão bonitas comparadas às de outras capitais do Nordeste, mas também oferece suas faixas de areia para curtir a boa vida e um banho de mar. As praias do Calhau e São Marcos acompanham toda a Avenida Litorânea – elas são mais elitizadas e contam muitos bares e restaurantes. O passeio mais legal leva à vizinha Alcântara, uma pequena cidade histórica e encantadora.

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Ilha do Mel (PR): um doce de ilha na costa paranaense

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A Ilha do Mel é a grande jóia do litoral do Paraná, estado sem grandes tradições em belezas litorâneas. Talvez por isso, a Ilha do Mel, sobressaia tanto. A ilha, que fica a apenas 4 km da costa, com acesso a partir das cidades de Paranaguá e Pontal do Sul, tem uma linda sequência de praias selvagens e preservadas. É um lugar perfeito para quem quer soltar seu lado bicho-grilo e não faz questão de comodidades como resorts ou táxis com ar-condicionado, coisas que não existem por lá.

A ilha é simples e rústica. Em Brasília e Encantadas, seus dois principais vilarejos, não há ruas, apenas caminhos de areia. Grandes construções são proibidas e carros não podem entrar na ilha, porque quase todo o território é parte de uma reserva ambiental: o Parque estadual da Ilha do Mel.

A grande maioria das pousadas são pequenas e modestas, comandadas pelos próprios nativos. O máximo de luxo que você poderá se permitir na Ilha do Mel é vestir um par de sandálias para relaxar na rede da pousada ou caminhar à beira-mar. Os únicos meios de transporte locais, além dos barcos e das bicicletas, são seus próprios pés. E é com eles, caminhando bastante, que se vai a quase todas as praias.

Para ir de uma vila à outra leva cerca de uma hora, isso se não for parando nas praias do caminho, o que todo mundo faz. Na ponta da ilha fica o Morro das Conchas, inaugurado de 1872. Passeios de barco levam até a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, de 1770, construção portuguesa que protegia a Baía de Paranaguá contra ataques de piratas.

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Boipeba (BA): a ilha mais linda da Bahia

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A Ilha de Boipeba, no município de Cairu, na Bahia, fica colada à famosa Morro de São Paulo. Mas, ao contrário da vizinha badalada, que sempre foi conhecida por suas festas e luaus, Boipeba permaneceu tranquila e preservada. Ali, ainda prevalece uma atmosfera de vila de pescadores e a grande maioria das praias seguem cercadas por verde e sem nenhuma gota de cimento em suas areias.

Isso se deve, em grande parte, a um italiano milionário que lá esteve nos anos 1970 e comprou uma imensa fazenda que ocupa 40% da área da ilha. Assim, boa parte das praias mantiveram-se preservadas pela cercas da tal fazenda e livres da especulação imobiliária. Quem caminha pela Praia da Boca da Barra, onde fica o centrinho, chamado de Velha Boipeba, encontra uma sequência de praias intocadas, coisa rara no litoral da Bahia atualmente.

O trajeto de sete quilômetros, que vai da praia de Itassimirim, passando por Coeira, Moreré até a Praia de Bainema, é um espetáculo da natureza. Para conhecê-las, a única forma é caminhar, pois não existem carros e estradas em Boipeba. Os únicos meios de transporte locais são os barcos e os tratores que fazem o percurso entre os dois povoados principais, Velha Boipeba e Moreré, seguindo por um caminho de terra.

Lanchas também levam à Praia dos Castelhanos, que é a mais afastada (longe demais para ir caminhando), onde barracas rústicas servem pastel de marisco e caipirinha de cacau. E o passeio dá direito a uma parada para mergulhar nas piscinas naturais de Moreré.

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Ilha Grande (RJ): um pedaço de paraíso no litoral carioca

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Por muito tempo a Ilha Grande, na costa de Angra dos Reis (RJ), permaneceu longe dos olhos dos turistas já que, até 1994, abrigava um presídio de segurança máxima. O escritor Graciliano Ramos passou um ano lá, em 1936, acusado de ter participado de um levante comunista, e dessa experiência escreveu o clássico da literatura brasileira Memórias do Cárcere. Do passado, restam apenas ruínas, histórias de piratas e curiosas tentativas de fuga dos detentos.

Com a demolição do Instituto Penal Cândido Mendes, a ilha, com suas 90 praias, entrou de vez para a lista dos lugares mais bonitos do Brasil. A maioria das pousadas e restaurantes ficam concentradas nas vilas do Abraão e Araçatiba, que servem de base para conhecer as outras praias.

Para isso, os turistas se valem das trilhas, que contornam toda a ilha e levam a todas as praias, e dos passeios de barco, realizados em grandes escunas. As praias de Lopez Mendes e Cachadaço são as mais famosas pela grande beleza natural. Mas é impossível não se encantar também com a Praia de Dois Rios (onde ficava o tal presídio), Freguesia de Santana, Saco do Céu, Aventureiro e muitas outras.

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Ilha de Marajó (PA): é boa que só!

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Marajó é a maior ilha fluviomarítima (cercada por águas de mar e de rio) do mundo.. Tem área maior do que a Bélgica e a Suíça. Localizada a 90 km de Belém, a ilha tem, além das belas paisagens, o tempero da cultura amazônica. Passeios por savanas ao lombo de búfalos e passeios de canoas em igarapés, tendo diante dos olhos as revoadas dos guarás, são algumas das atividades que encantam os visitantes.

Marajó conta com 14 municípios, mas as cidades de Soure e Salvaterra, são as principais portas de entrada para conhecer a ilha. Em Soure, a principal atração são os casarões antigos, a calma Praia do Pesqueiro, de águas doce e salgadas de acordo com a época do ano, e as fazendas marajoaras, onde búfalos e cavalos são criados em meio a campos alagados. Uma pérola do município é a Praia do Garrote, ou Mata-fome. Já Salvaterra, mantém as ruínas da primeira igreja erguida por jesuítas portugueses durante o século 17.

A gastronomia é um ponto forte de Marajó. A influência amazônica traz à mesa peixes de água doce como tamuatã, filhote, pardo, tucunaré e tambaqui. Mas o grande diferencial fica mesmo por conta da manteiga, do queijo e da carne de búfalo, que rendem pratos como o filé marajoara (bife coberto com queijo de búfala derretido) e o frito do vaqueiro, criado para conservar a carne que serviria de alimento aos peões durante jornadas em locais isolados da ilha.

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O autor

Tales Azzi é fotógrafo e jornalista especializado em turismo. Atualmente, é editor-chefe da revista Viaje Mais, tradicional publicação de turismo brasileira e onde trabalha desde 2004. Tales Azzi também é proprietário da produtora Olhar Voador, que faz trabalhos de fotografia e filmagem aérea com drones.
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