Rio de Janeiro

Guia Local: jornalista carioca conta o que fazer no Rio de Janeiro em 3 dias

Um relato detalhado da carioquíssima Karilayn Areias, do blog Kari Desbrava, de atividades, onde ficar e onde comer muito bem na cidade

Você chega ao Rio de Janeiro para um final de semana – de sexta a domingo. Sorte a sua, penso eu – a cidade ferve neste período e tudo o que de mais carioca você pode imaginar acontece nestes 3 dias específicos. Do Matte gelado na praia às trilhas pouco conhecidas, o Rio de Janeiro tem uma identidade fortíssima que não passa despercebida do turista.

Dia 1, sexta: partiu Pedra do Sal, o point do samba

O samba da Pedra do Sal tem a identidade carioca. Foto: Alexandre Macieira/ Riotur.

No Rio de Janeiro, é comum emendarmos um programa no outro – praia + comer + museu + festa. Tudo junto e misturado. Dito isso, minha sugestão para o primeiro dia é um roteiro do samba. Primeira parada: a Praça Mauá, que foi revitalizada recentemente e conta com o maior painel de grafitti do mundo – o “Etnias”, do brasileiro Kobra. Uma boa dica é chegar mais cedo, conhecer o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio, que ficam ali na praça, e, depois, partir – em bom carioquês – para sambar a noite toda na Pedra do Sal. Afinal, você está no Rio de Janeiro, terra do samba.

Museum of Tomorrow – Photo: Alexandre Macieira / Riotur

Toda sexta-feira, rola o Samba da Pedra do Sal, no Morro da Conceição, região central da cidade. Normalmente, a roda de samba começa às 19h e vai até meia-noite. Para curtir esse samba — que é da melhor qualidade — não é preciso colocar a mão no bolso, já que tudo acontece na rua e a “entrada” é gratuita.

Dia 2, sábado: chegue perto do Pão de Açucar... a pé!

Pista Cláudio Coutinho: ali esconde-se a trilha para subir o Pão de Açucar.

Para começar o sábado com o pé direito, você pode gastar e repor energias fazendo a trilha do Morro da Urca. Ela começa na Pista Claudio Coutinho, na Praia Vermelha, uma das praias mais encantadoras da cidade. O percurso dura, em média, 40 minutos e o nível de dificuldade é considerado moderado – tudo ficou mais fácil quando colocaram barras e escadinhas para não escorregar.

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A trilha acaba no primeiro morro do famoso Pão de Açúcar. Deste primeiro morro, você já consegue ter uma vista espetacular da cidade. Caso queira passear de bondinho e/ou ir até o outro morro, será preciso comprar o ingresso. Os valores dos ingressos e horários de funcionamento podem ser encontrados no site do bondinho.

A Lapa é um caldeirão de culturas, ritmos e sons. É indescritível.

A noite de sábado é o melhor momento para conhecer a Lapa, quando o bairro fica mais movimentado. Lá, você vai encontrar diversos bares e casas noturnas para todos os gostos. Samba, funk, reggae e até rock, o que estiver a fim de ouvir, vai encontrar na Lapa.

Dia 3, domingo: “Olha o Matte, olha o biscoito Globo!”

Globo e Matte: em suma, a identidade carioca. Foto: Foto: Alexandre Macieira/ Riotur.

No roteiro de domingo, é chegada a hora de visitar a orla da Zona Sul. Um tour por Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana e Leme para conferir a parte mais conhecida da beleza natural da cidade. Dar um mergulho no mar, tomar uma água de côco ou um mate geladinho com o famoso biscoito “Globo”, o biscoito de polvilho mais adorado do Rio. Esta seria uma combinação perfeita para vivenciar um pouco do que é ser carioca.

Biblioteca Nacional: a sétima maior do mundo. Foto: jbottes, no Flickr.

Antes de se despedir da cidade, vale muito a pena dar um passeio pelo centro do Rio. Lá, é possível apreciar a arquitetura colonial e ver lugares que foram cenários marcantes do período de colonização e início da república. Prédios como o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional e o Cine Odeon reúnem vários capítulos de nossa história e são muito bonitos.

Foto de capa: Ben Ostrower on Unsplash

A autora

Karilayn Areias é carioca da gema e ama falar de sua cidade. Viajante solo, se formou em jornalismo e lançou o blog Kari Desbrava, onde compartilha suas experiências de viagem e também encoraja outras mulheres a perder o medo de viajarem sozinhas. Incansável, ela também escreve para o jornal carioca O Dia.
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